segunda-feira, 12 de agosto de 2013

11 FEIRA NACIONAL DO LIVRO DE RIBEIRÃO PRETO.

NO AUDITÓRIO PALACE NÓS PARTICIPAMOS DO SALÃO DE IDÉIAS.
AQUI COM A MEDIADORA DANIELA BRAGHETTO ISSA
 




 
 








NÓS COM O JORNALISTA CATARINENSE MOACIR PEREIRA














ARLETE TRENTINI DOS SANTOS   E  JC BRIDON .

















 RECEBI DA "ACADEMIA DE LETRAS DE NOVA TRENTO" UM LINDO TROFÉU.
PARTICIPEI  DE UM CONCURSO PROMOVIDO POR ESTA ACADEMIA .
 
 


IMORTAIS DA "ACADEMIA NACIONAL DO PORTAL DO POETA BRASILEIRO"

 
É MOTIVO QUE GRANDE ORGULHO PERTENCER A
 "ACADEMIA NACIONAL DO PORTAL DO POETA  BRASILEIRO"
 
 
 
 
 
 EU ARLETE TRENTINI DOS SANTOS TOMEI POSSE NA CIDADE DE SALTO SÃO PAULO E A MINHA CADEIRA É A DE NUMERO 14
 
 
NA MESMA SOLENIDADE MEU ESPOSO JC BRIDON TAMBÉM TOMOU POSSE E A SUA CADEIRA É A DE NUMERO 12.
 
 
 
 

sábado, 10 de agosto de 2013

CONVITE PARA MINHA VERNISSAGE LE 25 DE OCTOBRE 2013 EM PARIS

 
ESTE É O FOLDER
 
 
 
 
CARROUSEL DU LOUVRE LE 25,26,27 OCTOBRE  DE 11h à 20 horas


VERNISSAGE LE 25 DE OCTOBRE2013 DE 19h À 22 horas

PASSEAR NA CAPITAL

 PONTE HERCÍLIO LUZ SEMPRE FOI O CARTÃO POSTAL DE FLORIANÓPOLIS
 SENTAR NUM DOS BANCOS ,A SOMBRA DESTA FIGUEIRA É BOM DEMAIS.
                                            A FIGUEIRA CENTENÁRIA

 
 
 
  PASSEAR NA CAPITAL

 

O que hoje é um vapt  vupt, no passado era uma grande viagem.

Vencer os 150 km que nos separavam da capital ,era mesmo uma grande travessia. Hoje em dia até de bicicleta se faz esta viagem   no mesmo tempo  que o ônibus levava    antigamente.

As estradas não eram pavimentadas, eram  estreitas ,e bem sinuosas .

O ônibus  andava bem devagar, e não tinha muito conforto, era barulhento e tinha um cheiro forte de óleo queimado, mesmo com todas as janelas  abertas. Muita gente passava mal, ficava enjoada. Era a muito comum o  motor do ônibus  ferver. O motorista mais precavido já levava água em um latão para estas emergências. Os pneus furavam e tinham que ser trocados. Geralmente isso era feito pelo motorista  com a ajuda do cobrador e de alguns homens de boa vontade.  Muitas vezes esta viagem começava de manhã e só acabava a noite.  E quando tudo estava dentro do cronograma ,o ônibus fazia uma paradinha em cada cidadezinha.

E mais ou menos no meio deste trajeto tinha uma parada maior. Todos desciam do ônibus para fazer um lanche ou almoçar  e também ir ao banheiro.  Depois a viagem continuava.
 E mamãe ia falando de morros que nós iríamos ver e que o da  Cambirela tinha mais de mil metros de altura  e em 1942 nevou e parecia que o morro tinha um chapéu branco. Isso foi muito lindo.

Finalmente ,quando se avistava a ponte Hercílio luz ,era uma grande alegria. Cruzar a ponte  olhando o mar era   mais que uma aventura, era um premio pela longa viagem. Todos queriam ficar na janela. Na chegada  a rodoviária a mamãe  cuidava de segurar as crianças bem firmes pela mão. Já naquele tempo antigo  a capital era considerada cidade grande, e  cidade grande sempre foi conhecida como lugar perigoso.

 Na caminhada até a casa dos nossos  avós, passávamos pela catedral e é claro entravamos para rezar e agradecer a viagem. Depois uma paradinha  na praça XV, para bater uma foto na grande  figueira. O fotógrafo era conhecido como lambe –lambe, eu achava que era porque eles estava sempre com a boca aberta e com a língua de fora.

Mamãe comparava com as fotos do ano anterior e via que tínhamos crescido. A foto era em preto e branco, não existiam fotos coloridas naquele tempo.  E  mamãe contava a lenda da figueira. Quem queria arranjar namorado devia dar uma volta ao redor da figueira no mesmo sentido dos ponteiros do relógio. Andar em redor da figueira 3 vezes fazia a pessoa voltar sempre a cidade. Que a figueira estava plantada bem na frente da catedral e depois de 14 anos ele foi transplantada para  lugar  onde está agora...

O mercado  publico era o paraíso das coisas diferentes. Os adultos compravam o que não encontravam no interior, e as crianças  achavam ali  as famosas loucinhas de barro, e os piões de  madeira .

Mamãe conhecia  uma famosa rendeira de bilro e sempre levava a gente pra mostrar a agilidade que ela tinha em tecer  toalhas. É claro que também andávamos pela praia catando conchinhas, para depois levar para nossa coleção. As vezes  ficávamos  esperando para  ver os pescadores chegar com seus barquinhos  cheios de peixes, siris e camarões .

Outra coisa que gostávamos de ver era os pescadores  puxando a rede. Eles sempre cantavam   marcando  os passos num mesmo ritmo...

Os peixes  pulavam na areia , os  muito pequenos  eram  devolvidos ao mar.

Ficávamos lá por lá uns 10 dias, e era tempo suficiente para esquecer  a longa viagem.

E assim depois da missa de Nossa Senhora do Carmo de acontece no dia 16 de julho  começava a  grande jornada da volta. Vovó e vovô acompanhavam a gente até a rodoviária. Nós entravamos no ônibus  e  colocávamos a cabeça pra fora da  janela esperando para abanar .

Vovô nesta hora esticava o braço e nos dava um pacotão de balas, e começava a se afastar sempre enxugando os olhos com um lenço todo amassado.

O motorista falava alguma coisa e começava a viagem.

Mal cruzávamos a ponte já tínhamos comido balas de montão estávamos com sede.

A nossa sorte é que mamãe já sabia como nós éramos e levava  sempre uma garrafa de água.

Depois a gente se recostava no colo dela  e adormecia...
Arlete Trentini dos Santos

 


quinta-feira, 8 de agosto de 2013


O ENCANTADOR DE PASSARINHOS.
 Assim contavam todos os que o conheceram.
 O bondoso Tirolino  era um encantador de passarinhos. Um  senhor de ralos cabelos brancos, um sorriso constante e o rosto  marcado por muitas rugas. Mas isso não lhe tirava a beleza. Ele era uma destas pessoas, que de tão amáveis se tornavam lindas.
Passeava  no jardim da praça com um rosário em uma das mãos,  e a outra usava  para se amparar na velha bengala.
Rezava, cochilava ,conversava, contava  histórias ...
Sentava num banco de madeira  sob a sombra da figueira, e os pássaros  se aproximavam fazendo-lhe  companhia. Uns o chamavam de Tirolino Francisco. Diziam que era devoto de São  Francisco, e este era o motivo de atrair os passarinhos. Distribuía  sempre pequenos santinhos com orações para as crianças, e também emprestava seus ouvidos para quem quisesse falar, desabafar.
 Caminhava e era seguido pelos  pombinhos ,rolinhas e outros  passarinhos.
Desde molequinho, eu gostava demais de escutar as histórias sobre o Tirolino. Muitas vezes eu mesmo sentei ao seu lado e assim me deliciava com seus causos. Tenho também uma coleção de santinhos. Guardei estas relíquias.
Tirolino morreu  quando eu já  era um adolescente. O jardim da pracinha ficou  triste.
Os passarinhos sumiram. Todos diziam que os passarinhos carregaram o Tirolino  para o céu, e vendo que lá era bom  não quiseram mais voltar. Nossa família se mudou daquela cidade. Guardei no meu coração de criança este carinho pelo  pássaros e pelas pessoas de mais idade.
O tempo  passou.
 Eu contava esta história aos meu filhos e aos meus netos.
Agora que alcancei os  meus   80 anos, sou também um encantador de passarinhos.
Mas, só agora entendi a magia de Tirolino. Só agora.
 Sempre que tenho um alimento em minhas mãos meio  tremulas, as migalhas se espalham no chão e os pássaros parecem me agradecer por isso.
E  assim, agora tento fazer aquilo que aprendi com o Tirolino.
 Repartir meu  pão com os pássaros e as  boas  palavras com os homens.
E sei que muitos encantadores de pássaros virão depois de mim.
 
 

Vovô convida para viajar pelo mundo

 


Vovô  sempre contava história dos países que conheceu.
Mas os netos   sabiam que ele  nunca tinha entrado num avião ou num navio. .. Perguntavam:
- como o vovô cruzou os mares?
Lá no sótão tem um quarto mágico que leva as pessoas pelo mundo todo.
As crianças se animaram,e queriam conhecer este lugar mágico.
Subiram as escadas e ficaram esperando o vovô dar voltas com a chave na fechadura. Quanto mistério!.
Vovô disse:
-Fechem os olhos ,e só abram quando eu mandar.
Vamos agora para beira do cais pegar o nosso transatlântico...
E quando abriram os olhos,o que viram foi  muitos mapas,livros e um grande globo terrestre.
-Aqui meus netinhos a gente viaja pelo mundo todo.
É só escolher um lugar.
Vamos por idade.Hoje o mais velho de vocês  vai colocar o dedo num lugar e é para lá que vamos. Começou a girar o globo
Ana colocou o dedo e parou o globo. Aqui vovô, neste lugar que parece uma bota.

Será que é aqui terra dos sapatos?
Vovô riu e mandou que  se acomodassem nas cadeiras.
Vamos fazer a nossa viagem.venham passageiros,acomodem-se neste navio e aproveitem para ver o mar .

Escutem o apito!
Vamos zarpar.
E assim, vovô foi falando:-Estamos agora a caminho da  Itália. Vamos cruzar o oceano atlântico e chegar no continente europeu.Olha a distancia é de mais ou menos dez mil  km e mesmo indo de avião a gente leva umas 10 horas para chegar. Mas aqui é tudo mais rápido. Pensou, chegou!

Todos estavam encantados.

-Enfim aqui esta a bela Itália.
Quanta coisa  para aprender e ver.

- Isabela perguntou: Vovô como é que o senhor conhece tanta coisa se nunca saiu de casa.

-Queridas crianças, eu viajo nos livros.

Os livros são fontes de informações.Olhem, aqui tem muitas fotos,muita curiosidade e depois uso a imaginação.

Parece que realmente visitei cada um deste  lugares. Podem fazer perguntas, que vou respondendo.

-Quais as principais cidades da Itália,perguntou Lucas


-Toc..toc..toc... bateram na porta.Era o Marco e sua irmãzinha Cristina  .

Logo que ficaram sabendo da brincadeira , e Marco quis fazer uma pergunta.

- O que tem  para visitar na Itália ?

-Eu poderia ficar aqui falando por mais de um mês inteiro.

Vou falar só das coisas muito importantes  mesmo ,e das mais conhecidas.O coliseu , mesmo  as ruínas são grandiosas.

Os canais de  Veneza.onde os  passeio são feitos nas gôndolas.

Palácios, castelos ,jardins,monumentos,pontes,museus,teatros,igrejas,catedrais, parques,galerias ,coisas de fizeram a história que hoje conhecemos..

Olhem está tudo aqui nestes livros.

Assim eu viajo todos os  dias.Vou a muitos lugares,os livros são o meu passaporte.

E agora convido vocês a fazerem grandes viagens também.

E hoje para comemorar esta nossa grande viagem   a Itália vovô vai levar  todos na cantina da

 Nona Bela   e vamos saborear as delicias da cozinha italiana de verdade.

Esta experiência não vai ficar só no pensamento, na imaginação, vamos partir para degustação...

Esta parte o Nicolas gostou demais.

E começou a bater palminhas,vamos lá...